Agronegócios

Mato Grosso comercializa aproximadamente 100% de sua soja

  A soja do Mato grosso está perto de ser totalmente vendida. Até o momento 94,4% de quase 26 milhões de toneladas produzidas na safra 2013/14. No mercado interno, a saca de 60 quilos está cotada a R$ 56,75. Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as negociações da oleaginosa nesta safra estão voltadas para o mercado interno, com foco no esmagamento. Ainda segundo o Imea, Mato Grosso esmagou, em julho, 669,8 mil toneladas de soja, número 24,24% maior que o registrado em junho, quando marcava 539,1 mil toneladas. O boletim do instituto revela que 8% das 27 milhões de toneladas de soja projetada para a safra 2014/15 já foram vendidas antecipadamente peços produtores. "Com o leve avanço mensal, percebe-se o ritmo das vendas bastante cadenciado, tendo como principal variável de impacto os preços baixos oriundos da pressão, sobre tudo, da grande oferta internacional", diz o Imea.

Agronegócio brasileiro lamenta morte de Eduardo Campos

Representantes do agronegócio brasileiro lamentaram a morte do candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Henrique Accioly Campos, nesta quarta-feira (13). O ex-governador de Pernambuco e outras seis pessoas estavam em um avião que caiu, pela manhã, em Santos, no litoral sul de São Paulo. O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirmou, em nota, que a notícia foi recebida com muito pesar pelo setor.  “Dias atrás durante o Congresso da Abag, em São Paulo, ouvimos as posições do candidato relativas às ideias a serem postas em prática para esse setor, caso viesse a vencer as próximas eleições presidenciais. Foram equilibradas e coerentes com as expectativas de modernidade, dinamismo e grandeza do agronegócio brasileiro, e que receberam manifestações positivas das mais 800 lideranças participantes do evento”. O presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior, também lamentou a perda de Campos. “Há uma semana – e revelando empolgante disposição – Eduardo Campos esteve na CNA, mostrando aos produtores rurais sua profunda visão dos desafios e potencialidades da agropecuária brasileira. Surpreendeu-nos, tal a firmeza e destemor com que se comprometeu a combater radicalismos, a buscar o equilíbrio e a estabelecer uma agenda programática para evitar improvisações oportunistas. (…) Não há dúvida de que o Brasil perdeu uma de suas mais promissoras lideranças políticas”. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) disse que Campos trazia uma mensagem de renovação e esperança de mudança para o país. “De família consolidada, comportamento digno e ético que expunha e defendia com coragem, Eduardo Campos deixa um vácuo na boa política”, comentou a entidade, em nota. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) também emitiu nota sobre a morte do ex-governador. “A entidade lamenta a perda de um jovem político, que despontava como uma nova liderança no cenário nacional, contribuindo para o estado de Pernambuco como para o Brasil”. A Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato) disse que o país perdeu uma importante liderança política. “Campos era jovem e estava em ascensão. Recentemente, em evento realizado pela CNA com os candidatos presidenciáveis, Campos demonstrou preparo e coragem para enfrentar uma eleição. E conhecimento sobre as principais bandeiras do agronegócio”. Fonte: Agronegócios / Gazeta do Povo.

Análise do solo é o primeiro passo para uma boa lavoura de soja

A análise do solo é o primeiro passo para fazer a adubação nas lavouras de soja. O trabalho começa antes do plantio. A calagem também é outra técnica necessária. – Os solos do Brasil, de modo geral, são muito ácidos. Ou seja, as plantas teriam muito mais dificuldade para ter altas produções em solos sem correção, principalmente as cultivares melhoradas. A calagem é feita por um período, que pode ser de dois em dois anos ou três em três anos. A adubação, por outro lado, é feita anualmente – explica o pesquisador da Embrapa Cesar de Castro. Na adubação, se faz a complementação dos nutrientes. No caso da soja, o nitrogênio já é fornecido através das sementes inoculadas. Mas é preciso fornecer fósforo e potássio para o solo. Aliás, o pesquisador alerta para a importância de repor o potássio. A soja é uma cultura que retira muito esta substância do solo. – Para cada tonelada produzida, a soja retira 20 kg de potássio. Por exemplo, um agricultor, que produz quatro toneladas de soja, estará retirando 80 kg de potássio do solo. Se na adubação ele não fornecer no mínimo essa quantidade e o solo não tiver quantidades excedentes, ao longo do tempo, ele estará empobrecendo o seu solo. E o sojicultor não vai saber o porquê da sua produtividade cair – afirma Castro. Fonte: Projeto Soja Brasil

13.ª Edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio

  O agronegócio começa a se posicionar para as eleições de outubro. Na 13.ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizada São Paulo, especialistas e lideranças do setor estruturaram propostas e abriram diálogo com os principais candidatos à Presidência da República. Na abertura do evento, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag, que realiza o congresso), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, disse que na última edição o foco foi cobrar do governo uma atuação mais incisiva no setor. Com base nessas discussões, foram definidas prioridades para os próximos anos. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, confirmou compromisso em garantir que a atuação do governo saia do discurso. “Sei da importância de que sejam implementadas políticas claras e definidas para o agronegócio.” Ele destacou avanços em aspectos como a legislação ambiental e a regulamentação da biotecnologia no país. Por outro lado, reconheceu que é preciso avançar em aspectos como a liberação de novos defensivos químicos. Durante o evento também foi apresentada a pesquisa “O eleitor brasileiro e o agronegócio”, uma parceria da Abag com o núcleo de estudos em Agronegócio da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). A pesquisa apresentou a percepção do público residente nas maiores capitais das cinco regiões do país (Belém, Salvador, Goiânia, São Paulo e Porto Alegre).  Fonte: Gazeta do Povo – Agronegócio  

Candidatos à Presidência são sabatinados pelo agronegócio

  O agronegócio coloca a infraestrutura como um dos principais gargalos. O setor cobra a aceleração dos investimentos e a concessão de trechos rodoviários utilizados no escoamento da produção agropecuária, além de novo marco regulatório para ferrovia – incluindo o modelo Operador Ferroviário Independente. A demanda por armazéns também é pleiteada pelos ruralistas, que pedem uma certificação acelerada de unidades armazenadoras e que se concretize investimento em propriedades rurais.  Fonte: Gazeta do Povo – Agronegócio

Café: perdas pelo calor podem chegar a 30% na região da Cooxupé

Clima adverso traz prejuízos às lavouras de café no sul de Minas Gerais (Foto:Shutterstock) O presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Carlos Alberto Paulino da Costa, informou nesta quinta-feira, 13, que o tempo quente e seco provoca "prejuízos irreversíveis às lavouras de café". Segundo ele, mesmo com a expectativa de chuvas neste fim de semana, "as perdas não vão diminuir, apenas deixarão de aumentar", disse. Com o clima adverso, a safra 2014 de café na região de atuação da Cooxupé( sul de Minas, Alto do Paranaíba e norte de São Paulo) deve apresentar redução média de 30%. A colheita deve alcançar cerca de 7 milhões de sacas de 60 kg, de cooperados e não cooperados, em comparação com 10 milhões de sacas no ano passado, informa Paulino da Costa. A Cooxupé, considerada a maior cooperativa de café do mundo, deve realizar um levantamento sobre a safra 2014 após a regularização das chuvas. A possibilidade de redução na oferta da commodity se refletiu nas cotações futuras do grão arábica, na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Só este mês, o primeiro vencimento acumula valorização de cerca de 12%. No mercado interno, a cotação dos melhores cafés já alcança R$ 360, em comparação com cerca de R$ 275 no início deste ano.

Soja: Seca deve gerar prejuízo de R$ 1,3 bi a produtores de Goiás

A oleaginosa foi a cultura mais prejudicada em Goiás pelo clima seco, que pegou justamente a fase de enchimento de grão (Foto: Sérgio Zacchi) A falta de chuvas desde meados de dezembro deve reduzir em 15% o potencial produtivo das lavouras de soja em Goiás na safra 2013/2014, de 9,57 milhões de toneladas para 8,13 milhões de toneladas, informou nesta quarta-feira, 05, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Essa queda de 1,4 milhão de toneladas estimada deve acarretar em um prejuízo de R$ 1,3 bilhão aos agricultores do Estado, mostraram cálculos da Faeg. Segundo o presidente da federação, José Mario Schreiner, a perda já consolidada nas plantações de soja é de 6%. "Os custos da produção aumentaram e pragas, como a lagarta falsa-medideira, estão atacando lavouras e são ainda mais rigorosas na seca", disse em nota. Os baixos índices pluviométricos também geram preocupações sobre o cultivo da safrinha de milho. "O produtor que pretende plantar a safrinha precisar providenciar reservatórios de água para irrigação e estar atento às condições meteorológicas", aconselhou Rosidalva Lopes, superintendente de Políticas e Programas da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectec). De acordo com ela, choveu a metade do volume esperado para janeiro e a previsão é de que as precipitações sigam insuficientes em fevereiro e março. Conforme a Faeg, os agricultores cultivaram 3,075 milhões de hectares com soja em 2013/2014, mas a estimativa inicial de produtividade de 3.111 quilos por hectare não mais deve se concretizar. A oleaginosa foi a cultura mais prejudicada em Goiás pelo clima seco, que pegou justamente a fase de enchimento de grão.

Representantes do USDA projetam safra brasileira de soja em 89,5 milhões de toneladas

Para os representantes do USDA no Brasil, colheita recorde deve possibilitar exportação recorde, mesmo com problemas de logística (Foto: Editora Globo) Um relatório feito por representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no Brasil estima a produção para a soja brasileira na safra 2013/2014 em 89,5 milhões de toneladas. O número está acima do recente relatório mensal de oferta e demanda, divulgado pelo próprio USDA no início do mês, que apontada 89 milhões de toneladas. O documento é datado do último dia 23 de janeiro e não representa uma projeção oficial do governo americano. A estimativa para a produção brasileira é quase igual à do relatório oficial para a safra americana, que é de 89,51 milhões de toneladas de soja na safra 2013/2014. Os representantes do USDA informam que a previsão se baseia na ampliação da área plantada e em rendimentos acima do esperado em plantações de soja de ciclo precoce. Ressalta que, entre o final de dezembro e o início de janeiro, ocorreram chuvas irregulares em algumas regiões do país, mas com impacto pequeno sobre a produção. O relatório projeta exportações de 46 milhões de toneladas de soja por parte do Brasil, número também acima da estimativa feita pelo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (44,5 milhões de toneladas). “Com a projeção de uma colheita recorde, o Brasil terá um amplo suprimento para atender as necessidades do mercado internacional.” No entanto, lembra que os problemas de logística continuarão a dificultar a vida dos exportadores. “O transporte do campo ao porto continua a ser o grande desafio para os comerciantes de commodities. Melhorias na logística e no transporte de 2013 para 2014 foram marginais”, relata o representante do USDA. O consumo interno de soja no Brasil é estimado pelo relatório em 41,2 milhões de toneladas, também acima do documento oficial do USDA, publicado no início do mês (40,8 milhões). Os estoques finais da safra 2013/2014 são calculados pelo representante do governo americano em 4,37 milhões de toneladas.

Receita agrícola bruta deve crescer 8% em 2014, prevê GO Associados

Soja deve liderar a alta na renda agrícola neste ano para a GO Associados (Foto: Shutterstock) A receita agrícola bruta deve crescer 8% em 2014 e atingir R$ 296,5 bilhões, projeta a GO Associados. O desempenho deve ser puxado por soja, cuja renda pode crescer 15%, a partir de um volume 8% superior e de um preço 7% mais alto, e pelo arroz, com renda também 15% maior, volume 5% superior e preço 10% mais alto. "Em 2013 a receita agrícola bruta aumentou cerca de 12%, alcançando R$ 273,9 bilhões, por conta do bom desempenho das lavouras de soja, cana e milho", diz a consultoria em relatório divulgado há pouco. Para 2014, o resultado não será maior que o projetado devido à redução do plantio de milho, cuja receita deve diminuir cerca de 1%.

Comercialização atinge 63% da safra de café, aponta consultoria

A comercialização da safra 2013/2014 de café chegou a 63% do total produzido até o último dia 10 de janeiro. O cálculo foi divulgado nesta segunda-feira (20/1) pela consultoria Safras e Mercado, com base em informações de corretoras e cooperativas. O ritmo é mais lento em relação à média dos últimos cinco anos, que era de 70% da produção vendida neste período do ano. A conta feita pelos consultores se baseia em uma estimativa de produção de 52,9 milhões de sacas de 60 quilos. Desta forma, o volume vendido foi calculado em 33,08 milhões de sacas. “O produtor tem dosado as vendas, mas sem deixar de aproveitar a melhora no preço. Evita, assim, comprometer grandes volumes, e ainda pode ainda tirar proveito de uma eventual alta das cotações mais adiante”, aponta o analista da Safras e Mercado, Gil Barabah, em nota divulgada pela consultoria. Ainda de acordo com Barabach, a postura do produtor tem sido a de diluir o risco e “apostar” em 2014. “Se o mercado confirmar a mudança de seguir subindo, melhor ainda para o vendedor, que terá toda a safra 2014 para ser negociada. Caso contrário, já garantiu um bom preço para seu produto.”

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