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Paranaguá quebra recorde de carregamento de grãos em um dia

Paranaguá lidera o ranking nacional de embarques de milho neste ano, com 1,4 milhões de toneladas O Porto de Paranaguá quebrou, no último domingo (17), o recorde histórico de exportação em um dia. Foram embarcadas 112,9 mil toneladas de grãos num intervalo de 24 horas, mesmo com paralisação de 2,5 horas no carregamento por causa de chuvas. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), o recorde anterior tinha sido registrado em abril de 2003, quando 108,5 mil toneladas de grãos encheram os porões dos navios no mesmo período de tempo. A diferença, conforme a Appa, é que naquela época ocorria o empréstimo de embarques entre os terminais, facilitando a produção. O sistema atual foi modificado. Na quebra do recorde, ontem, estavam sendo carregados dois navios de milho e um de soja. O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, destaca que os terminais têm atingido índices maiores de produtividade sem impactar na cidade de Paranaguá. “Não há filas e a chegada dos caminhões é ordenada”, indica. A adoção do sistema de “fila expressa”, que dá preferência a atracação de navios com paradas em até três terminais diferentes, também é ressaltado por Dividino, que diz que 80% dos usuários já usam o modelo. De janeiro a julho, Paranaguá exportou 9,7 milhões de toneladas de produtos. O volume é 2% maior do que o registrado no ano passado. Fonte: Agronegócio Gazeta do Povo

Clima favorece colheita de milho e trigo no Paraná

Até o momento, 1% da área de trigo do Paraná foi colhida. Índice para esta época está ligeiramente atrás dos 2% registrados na média de cinco anos.  A colheita de milho no Paraná entra nos 25% finais nesta semana enquanto a triticultura inicia a retirada da produção do campo. Os dois cereais vêm sendo favorecidos pelo clima (93% e 85% das lavouras, respectivamente, estão em boas condições) e devem render mais que o previsto inicialmente. O avanço nos trabalhos e a boa perspectiva de produção foram confirmados ontem em relatório do Departamento de Economia Rural (Deral). Por outro lado, os números indicam que um grande volume de grãos tem como destino os armazéns, pelo fato de os preços estarem abaixo das expectativas do setor produtivo. As cotações sofrem pressão da crescente oferta global. O Deral aponta que somente 2% do trigo (que tende a render 4 milhões de toneladas) e 20% do milho de inverno (10,2 milhões de t) foram vendidos. No caso do cereal do pão, os preços (R$ 34,15 por saca) estão 25% abaixo dos praticados em agosto de 2013. No caso do milho, subiram 8%, mas a agricultura avalia que R$ 18,74 por saca mal cobrem os custos. Como um quarto da produção de verão ainda não foi vendido, o Paraná registra neste momento oferta de 10 milhões de toneladas do cereal da ração, avaliam técnicos da Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Oferta 2/3 da produção paranaense de milho (5,4 milhões de toneladas da safra de verão e 10,2 milhões do ciclo de inverno) ainda não encontraram compradores, conforme o setor. fonte: Agronegócios / Gazeta do Povo

Instituições financeiras estimam crescimento do país em 1,95% em 2014

Boletim Focus, do BC, mostra previsão de cresimento menor para o Brasil em 2014 (Foto: Divulgação/Banco Central do Brasil) Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam que a economia cresça este ano 1,95%, uma pequena queda em relação à projeção anterior (2%). A estimativa para 2013 é 2,28%, contra 2,30% previstos no boletim Focus, divulgado na semana passada. A estimativa para a expansão da produção industrial caiu de 2,23% para 2,20%, este ano. A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB é 35%, em 2014. Ainda de acordo com a pesquisa do BC a instituições financeiras, a previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) segue em US$ 8 bilhões, este ano. A previsão para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustado de US$ 72 bilhões para US$ 71,3 bilhões, em 2014. A estimativa para a cotação do dólar segue em R$ 2,45, este ano. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões. http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Economia-e-Negocios/noticia/2014/01/instituicoes-financeiras-estimam-crescimento-do-pais-em-195-em-2014.html

Cientistas indianos desenvolvem tomate tolerante à seca

18/10/13 - 14:27 por Leonardo Gottems Cientistas da Universidade Hindu de Benares (Varanasi/Índia) e do Instituto Indiano de Pesquisa Vegetal criaram um tomate transgênico resistente à seca. As plantas foram geneticamente desenhadas para expressar o gene ZAT12, que controla a manifestação de muitos outros genes ativados por “estresse”. Os resultados da hibridização revelaram uma integração bem sucedida do gene no genoma nuclear. A RT-PCR (reação da transcriptase reversa, seguida de reação em cadeia da polimerase) confirmou também a expressão do gene modificado nas plantas de geração T2. Das seis linhagens de tomate transgênicos desenvolvidas, cinco apresentaram expressão máxima do gene após a exposição ao stress de seca durante uma semana. O resultado foi consistente no teor relativo de água, na fuga de eletrólito, no índice de cor de clorofila, no nível de peróxido de hidrogênio e na análise da atividade de catálise – que também indicaram níveis elevados de tolerância à seca. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

Uma indústria chamada agricultura

Mauricio Antônio Lopes* Em 1960, a pauta de exportações agrícolas do Brasil reunia cerca de 40 produtos e rendia US$ 8,6 bilhões, em valores de 2012. Café em grão (63% da renda), cacau, açúcar demerara, algodão, madeira de pinho serrada, sisal, fumo, castanha do Pará, manteiga de cacau e cera de carnaúba eram os itens mais importantes. Soja, Milho e carne in natura eram exportações residuais. Não se exportava álcool, carne de frango ou suco de laranja. Mesmo o café, apesar de já se usar insumos modernos, era, na maior parte do Brasil, uma Agricultura extrativista, com mínimo processamento e baixíssimo aporte tecnológico. O Brasil ensaiava a industrialização, com suas etapas de transformação intensivas em agregação de valor, e já cultivava o sentimento, com algum preconceito, de que era mais nobre e moderno exportar bens industrializados do que produtos básicos. Mas eram as exportações de produtos básicos que financiavam a modernização da economia. De 1960 a 2012, a pauta de exportações do agronegócio cresceu: mais de 350 itens, quase US$ 96 bilhões. Parte disso veio da venda de bens industrializados. Só farelo e óleo de Soja, açúcar, Etanol, celulose, papel e suco de laranja renderam US$ 32 bilhões. Parte veio de bens primários: Soja, Milho, café cru, algodão em pluma, fumo e carnes in natura renderam mais de US$ 46 bilhões. A multiplicação de itens e do valor tem a mesma explicação: densidade tecnológica. O desenvolvimento tecnológico da Agricultura ampliou a oferta de produtos tradicionais, como Milho e café, e adaptou, com sucesso, novos cultivos e criações, como a Soja, a maçã e o frango de granja. A modernização da agroindústria diversificou tanto o aproveitamento de matérias-primas, que hoje se exporta itens tão inacreditáveis como "resíduos de café" e "desperdícios de couro", ou de algodão, ou de seda. A principal mudança foi no processo de produção Agrícola, hoje tão diferente daquele de 1960, que perde sentido distinguir produto básico de produto industrializado. Um grão de café não é mais "extraído" da natureza. É construído, é industrializado. A planta e o animal são monitorados, pois são "usinas" processadoras. Sabe-se tanto sobre suas relações com o solo, a água, os insetos e os microorganismos, que a quantidade e a qualidade do grão e da carne são "contratadas" quando se decide que insumos usar. A Agricultura de agora é uma "indústria". É o que mostram estudos da Embrapa: o que causa 68% desse crescimento na produção Agrícola são os insumos industrializados, como fertilizantes, defensivos, catalisadores etc. Outros 22% resultam do trabalho realizado, boa parte por tratores, plantadeiras, Colheitadeiras e ordenhadeiras. Ou seja, hoje, mais de 80% de cada grão ou gota de leite se devem a bens industrializados, com todo o valor agregado que eles carregam. Ademais, cada tonelada de grão ou fibra vendida no país ou no exterior sustenta um bom pedaço da indústria de insumos, de Máquinas e Equipamentos, de embalagens, dos serviços de Logística de armazenagem e distribuição, e assim por diante. Cadeia produtiva é, pois, um conceito que explica melhor o valor de um produto, pois revela seu impacto na produção de outras riquezas. O preço final nem sempre é boa métrica para aferir o valor agregado de um produto básico. Pois o esforço de melhoria tecnológica busca, sobretudo em bens como Soja ou Petróleo, reduzir o preço por unidade, para se ter menor impacto no custo final dos subprodutos e ampliar a demanda, compensando eventuais perdas. No fundo, o que interessa é o saldo de riquezas que resulta da exportação de um bem. De pouco adianta exportar um bem industrializado, se sua produção consumiu insumos importados caros e o saldo comercial for deficitário. Por isso, é lucrativo exportar produtos básicos. Sua densidade tecnológica gera saldos comerciais elevados. Desde 1990, as exportações industriais e de serviços brasileiras amargaram um deficit de US$ 397,66 bilhões, a preços de 2012. A Agricultura acumulou um saldo positivo de US$ 828,8 bilhões. De novo, financiou a indústria. Não apenas por essa razão, países plenamente industrializados subsidiam sua produção e exportação Agrícola. Os países sabem que, sem a garantia de alimentos e energia, não há segurança nacional. Guerras de conquistas de territórios sempre foram feitas para garantir comida e energia. A produção e exportação Agrícola nutrem a paz. É intangível. Mas as pessoas sabem o valor agregado que isso tem. *Mauricio Antônio Lopes, Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Fonte: Correio Braziliense

Cooperativa pretende incentivar o plantio de soja convencional em MT

por Raphael Salomão, de Sorriso (MT)* Na safra passada, o prêmio estava em US$ 3 por saca de 60 quilos (Foto: Ernesto de Souza/ Ed. Globo) A Cooperativa de Desenvolvimento Agrícola (Coodeagri), deMato Grosso, avalia a possibilidade de ampliar o cultivo desoja convencional entre seus associados. De acordo com o diretor comercial da entidade, José Henrique Hasse, a expectativa é definir uma estratégia em novembro. Atualmente, a Coodeagri tem cerca de 80 associados ativos, que plantam juntos uma área de 100 mil hectares, informa o diretor. Cinco plantam apenas soja convencional, o equivalente a 10,4 mil hectares. A possibilidade de aumento no cultivo de variedades não modificadas começou a ser discutida neste mês. “Conseguir 100% de plantio convencional entre os nossos cooperados é uma possibilidade, mas acho difícil acontecer. A gente fomenta que se plante, mas ainda há quem precise plantar transgênico e se a oferta de convencional sobe muito, o prêmio fica menor”, explica José Henrique Hasse, lembrando que a viabilidade do negócio também depende da estrutura do produtor para segregar o grão. Vista como nicho de mercado com o avanço no cultivo de transgênicos nos últimos anos, a soja convencional tem como principal diferencial o prêmio sobre o preço de comercialização. Segundo representantes do setor, na safra passada, o prêmio estava em US$ 3 por saca de 60 quilos. A expectativa é de que chegue a US$ 4 por saca na safra nova. Segundo Hasse, na safra 2012/2013, foram plantados 6 milhões de toneladas de soja convencional no estado. A expectativa para safra é manter esse volume por causa da dificuldade relacionadas à oferta de sementes. A comercialização antecipada está em 22%, bem abaixo do ciclo anterior, quando estava em 45%, explica o diretor da cooperativa. “Por causa da logística ruim, o comprador não consegue travar o frete e não travando esse custo, evita comprar.” De acordo com o diretor da Coodeagri, o mercado europeu é um dos principais pontos de demanda. José Henrique Hasse acredita também que há procura por parte da China. No entanto, a negociação neste caso é mais difícil, segundo ele, porque “o chinês ainda faz de conta que não tem prêmio”. *O reporter Raphael Salomão viajou a convite da Aprosoja-MT

Safra 2013/2014 pode chegar a 195,49 milhões de toneladas

A safra de milho deve cair no ciclo 2013/2014 e ficar entre 78,43 milhões e 79,62 milhões de toneladas (Foto: Shutterstock) O Brasil deve produzir até 195,4 milhões de toneladas degrãos na safra 2013/2014. A informação é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou nesta quarta-feira (9/10) os primeiros números para a safra nova de grãos do país. Neste primeiro relatório relativo à safra 2013/2014, os técnicos apresentam estimativas baseadas em intervalos, com limites superior e inferior de projeção para área e safra total e de cada cultura analisada. A área total a ser cultivada deve variar entre 54,1 e 55,1 milhões de hectares, de acordo com a Conab. Dependendo do número que se confirmar, pode representar um crescimento entre 1,6% e 3,5% em relação à área da safra 2012/2013, calculada pela empresa em 53,34 milhões de hectares. “Destaque para as culturas de soja, trigo e algodão, maiores responsáveis pelo aumento de área. A estimativa é que o aumento para soja fique entre 3,4 e 5,9% (942,1 a 1.634,5 mil hectares), para o trigo de 15,1% (286,4 mil hectares) e para o algodão de 16,8 a 22,5% (149,9 a 201,1 mil hectares)”, informa o relatório da Conab. Na produção, o limite inferior do cálculo projeta uma safra de 191,91 milhões de toneladas, podendo chegar a 195,49 milhões. Dependendo do número confirmado, pode significar um crescimento de 2,6% a 4,5% em relação à safra 2012/2013, calculada em 187,09 milhões de toneladas. “Esse resultado representa um incremento de 4,82 a 8,41 milhões de toneladas, devido, sobretudo, à cultura de soja, que apresenta crescimento na produção de 7,5 a 10,1% (6,15 a 8,26 milhões de toneladas); o algodão, com crescimento entre 22,2 a 28,2% (453,7 a 572,9 mil toneladas); o trigo, com crescimento de 8,9% (390,0 mil toneladas) e o feijão primeira safra, com crescimento de 25,6 a 29,0% (247,2 a 279,8 milhões de toneladas)”, informa a Conab. IBGE O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou números nesta quarta-feira (9/10), mas relativos à colheita deste ano. A estimativa foi revisada para baixo (-0,2%) em relação ao divulgado no mês passado, chegando a 187 milhões de toneladas. O volume ainda é 15% maior que o de 2012 (161,9 milhões de toneladas). Dos 26 produtos pesquisados, 15 apresentaram variação positiva em relação ao ano de 2012, segundo o IBGE. Nas três principais culturas pesquisadas pelo instituto, a produção de arroz deve crescer 2,7% (11,69 milhões de toneladas), a de milho 13,2% (80,73 milhões de toneladas, somadas primeira e segunda safra) e a de soja 23,8% (81,35 milhões de toneladas). Juntas, as culturas de arroz, milho e soja representam 93% da produção de grãos e 86,2% da área colhia no país, de acordo com o IBGE. link:http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI343695-18077,00-SAFRA+PODE+CHEGAR+A+MILHOES+DE+TONELADAS.html

Ministério sugere que produtor espere melhor momento para vender

Consumidores deixaram de fazer estoques de café, segundo Zeferino (Foto: Ernesto de Souza / Editora Globo) O diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Jânio Zeferino da Silva, sugeriu ontem, 8/10, "serenidade" aos produtores e que aguardem o melhor momento para vender a safra. Em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, ele comentou os preços do café no mercado interno, que atingiram nesta semana os valores mais baixos desde o final de 2009. Na opinião do diretor, a situação reflete a fraca comercialização, com vendas de lotes pequenos de cafés de baixa qualidade. Segundo Zeferino, ainda há perspectiva de reversão da atual tendência de queda das cotações, que acumulam queda de 25,6% na Bolsa de Nova York desde o início do ano. Ele atribui a pressão sobre os preços às especulações do mercado e argumenta que os números da Organização Internacional do Café (OIC) mostram que a produção mundial é de 145 milhões de sacas e o consumo de 142 milhões de sacas. A questão, diz ele, é que os consumidores deixaram de formar estoques, que agora estão sendo carregados pelos países consumidores, "o que dá ao mercado a sensação de excesso de oferta". O governo fechou nesta terça-feira o ciclo de leilões dos contratos de opções de venda de café, por meio dos quais sinaliza com a compra de 3 milhões de sacas em março do próximo ano, ao preço de R$ 343/saca, valor superior aos R$ 260/saca praticados atualmente no mercado. Zeferino faz uma avaliação positiva dos leilões e acredita que existe possibilidade de ainda influenciarem os preços do café no mercado internacional, assim como os R$ 4 bilhões destinados pelo governo para comercialização e estocagem de café. http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI343684-18533,00-MINISTERIO+SUGERE+QUE+PRODUTOR+ESPERE+MELHOR+MOMENTO+PARA+VENDER.html

Déficit na armazenagem é de 34% em MT

Capacidade de armazenagem de grãos em Mato Grosso é menor que a de estados com produção inferior na safra 2012/2013. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção estadual, estimada em 43,256 milhões de toneladas, será 56% maior que a do Rio Grande do Sul, de 27,677 milhões (t). No entanto, os produtores gaúchos contam com 13,7% de sobra nos armazéns, cuja capacidade é de 31,478 milhões (t), enquanto que, a capacidade de Mato Grosso é de 28,477 milhões (t), um déficit de 34% em relação ao volume produzido.Dados da própria Conab indicam que, para uma situação de tranquilidade na comercialização das principais commodities, Mato Grosso deveria ter uma capacidade estática 20% maior que a produção. O superintendente da Conab no Estado, Ovídio Costa, ressalta que Mato Grosso é um produtor de excedente, ou seja, de grãos que têm que sair para a exportação (soja) ou para regiões não produtoras (milho). Sendo assim, o déficit seria aparente porque boa parte da soja é comercializada e escoada quase que simultaneamente à colheita. Conforme Costa, em tese a soja que sai do Estado, por exemplo, deveria gerar um espaço e aliviar a situação dos silos. “Mas no dia que temos problemas de escoamento e comercialização não resta dúvida que a carência de armazenam vai se sobressair, deixando de ser aparente e se tornar real”. Para o diretor financeiro e administrativo da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Nelson Piccoli, o modelo de agricultura mudou muito nos últimos anos e não foi acompanhada pela melhoria na logística e na capacidade de descarregamento dos grãos nos portos do país. Segundo ele, antes plantava-se em 40 dias e transportava-se gradativamente. Agora, a soja fica pronta na metade do tempo e todos os produtores querem levar rápido o grão porque já foi vendido. Mas a dificuldade começa nas estradas de má qualidade, em que os caminhões permanecem por mais tempo  trafegando. Piccoli compara. Em anos anteriores demorava-se 4 dias para sair de Sorriso e ir até Paranaguá  (Paraná). Trajeto que leva atualmente 8 dias e o mesmo caminhão que fazia em 4 dias não consegue cumprir os contratos de venda. Assim, para garantir a entrega, o agricultor coloca nas rodovias, ao mesmo tempo, mais veículos carregados, que chegam juntos para fazer o descarregamento nos terminais ferroviários, gerando um novo problema. Nesse cenário o motorista é sacrificado, afirma o presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Mato Grosso (Fettremat), Luiz Gonçalves da Costa. “O produtor fica doido para tirar o produto da lavoura, porque não tem armazém, não tem onde guardar. Aí coloca no caminhão e os motoristas ficam na fila” Fonte: http://www.agrolink.com.br

Projeto da Vale pode reduzir dependência em fertilizante

A exploração das reservas de carnalita, minério do qual se extrai o cloreto de potássio, em Sergipe pela Vale Fertilizantes deve contribuir para a redução da dependência de importação de potássio do Brasil, afirmou o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Carlos Nogueira da Costa Jr. Ele participou nesta segunda-feira do evento Fertilizer Latino Americano, em São Paulo.   Atualmente, o Brasil importa 90% do potássio necessário para produção de fertilizantes. Com a exploração das reservas de carnalita, esse número cairia gradualmente, chegando a 75% em 2020, estima o secretário. Apesar disso, ele afirma que a demanda por conta do crescimento da atividade agrícola vai continuar subindo e, após 2020, a dependência externa deve voltar a subir. A produção do potássio com base na carnalita deve ter início entre 2015 e 2016.   Em abril de 2012, um acordo entre Vale e Petrobras permitiu a exploração das reservas pela Vale em jazidas da Petrobras. A Vale já explora em Sergipe minas de silvinita. A expectativa é que o projeto adicione um volume anual de 1,2 milhão de toneladas à produção de potássio em Sergipe.

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