Estados Unidos e Japão importarão milho do Brasil

Estados Unidos e Japão importarão milho do Brasil

Na apresentação de Alexandre Mendonça de Barros, feita na manhã desta quinta-feira (30/8) durante o 10º Seminário Internacional de Suinocultura realizado pela Agroceres, no Guarujá, foi projetada uma produção de milho para osEstados Unidos entre 250 e 270 milhões de toneladas, volume sensivelmente inferior ao estimado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos no início da safra, de 291 milhões de toneladas para o período. “As lavouras norte-americanas estão muito prejudicadas pelaseca. Uma das coisas mais difíceis é fazer uma amostragem nesta safra para calcular a produtividade das lavouras”, disse o economista, que é diretor da empresa de consultoria MB Agro.

De acordo com o economista, os maiores compradores de milho dos Estados Unidos são o Japão, com importações anuais de 32 milhões de toneladas, e o México, com 26 milhões de toneladas por ano. “Estes consumidores terão que importar o produto de outros lugares e já começaram a comprar do Brasil. O Japão está comprando do Brasil desde julho. Os Estados Unidos também estão importando o produto brasileiro”, conta Mendonça de Barros. Com isso, as exportações nacionais, que somam irrisórias 100 mil toneladas entre janeiro e junho, saltaram para 1 milhão de toneladas em julho. “A tendência é de que as exportações brasileiras de milho cresçam ainda mais nos próximos meses”, diz.

 

Projeções de mercado apontam para vendas externas de milho da ordem de 14 milhões de toneladas este ano. Devido à redução da produção mundial de milho e retração dos estoques nacionais, os custos da criação de animais subiram sensivelmente nos últimos meses. No caso da pecuária norte-americana, Barros explica que as pastagens americanas estão em condições desastrosas. “O preço do feno de alfafa saiu de US$ 90 para US$ 210 por toneladas. Os Estados Unidos podem importar carne do Brasil em 2013. No caso do suíno, a tendência também é de valorização do mercado em 2013. As proteínas estão entrando num ciclo de alta de preços”, diz.

 

Fonte: Globo Rural

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