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Paranaguá quebra recorde de carregamento de grãos em um dia

Paranaguá lidera o ranking nacional de embarques de milho neste ano, com 1,4 milhões de toneladas O Porto de Paranaguá quebrou, no último domingo (17), o recorde histórico de exportação em um dia. Foram embarcadas 112,9 mil toneladas de grãos num intervalo de 24 horas, mesmo com paralisação de 2,5 horas no carregamento por causa de chuvas. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), o recorde anterior tinha sido registrado em abril de 2003, quando 108,5 mil toneladas de grãos encheram os porões dos navios no mesmo período de tempo. A diferença, conforme a Appa, é que naquela época ocorria o empréstimo de embarques entre os terminais, facilitando a produção. O sistema atual foi modificado. Na quebra do recorde, ontem, estavam sendo carregados dois navios de milho e um de soja. O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, destaca que os terminais têm atingido índices maiores de produtividade sem impactar na cidade de Paranaguá. “Não há filas e a chegada dos caminhões é ordenada”, indica. A adoção do sistema de “fila expressa”, que dá preferência a atracação de navios com paradas em até três terminais diferentes, também é ressaltado por Dividino, que diz que 80% dos usuários já usam o modelo. De janeiro a julho, Paranaguá exportou 9,7 milhões de toneladas de produtos. O volume é 2% maior do que o registrado no ano passado. Fonte: Agronegócio Gazeta do Povo

Exportações de soja brasileira crescem 19,1% até julho

Paranaguá exportou 6,8 milhões de toneladas de soja nos sete primeiros meses do ano Henry Milleo/Gazeta do Povo Autor: Agronegócio Gazeta do Povo (AgroGP) - agro@gazetadopovo.com.br O Brasil exportou 6,08 milhões de toneladas de soja a mais nos sete primeiros meses de 2014 em comparação ao ano passado, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta segunda-feira (18). Foram 37,84 milhões de toneladas embarcadas contra 31,76 milhões de toneladas em 2013, crescimento de 19,1%. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que o país exporte 46,56 milhões de toneladas de soja em grãos até o fim deste ano. O Porto de Santos liderou o ranking de carregamentos (12,65 milhões de t), seguido de Paranaguá (6,8 milhões de t), Rio Grande (5,92 milhões de t) e São Francisco do Sul (4,29 milhões de t). Ó O ministério atribuiu o crescimento a medidas criadas pelo grupo de trabalho para gestão do escoamento de safra, formado por governo e entidades do setor. O secretário-executivo do Mapa, Geraldo Fontelles, destacou melhorias operacionais nos portos paulista e paranaense. Em Paranaguá, foi adotado o sistema de “berço expresso” para o carregamento de navios que contam com, no máximo, três operadores. “Alguns embarques tiveram redução de até 36 horas no tempo de atracação”, ressaltou. As exportações de soja pelo Porto de Paranaguá cresceram 36,8% no período, conforme dados do Mapa. No terminal paulista, o volume embarcado aumentou 11,84%. Segundo Fontelles, o aumento da capacidade de embarque na Ponta da Madeira (Itaqui), de 1,8 milhões de toneladas para 3,7 milhões de toneladas, e o início de operações em Miritituba (agregando 2 milhões de toneladas ao Arco Norte) também foram importantes no desempenho do país. O grupo de trabalho seguirá trabalhando para o escoamento da próxima safra. “Estamos avaliando os gargalos existentes para o escoamento, a dimensão da próxima safra e as necessidades de logística para a sua movimentação. Também é prioridade indicar medidas de gestão e da imediata criação de infraestrutura para maior aproveitamento dos portos localizados no Arco Norte”, explicou. Fonte: Agronegócios / Gazeta do Povo

Mato Grosso comercializa aproximadamente 100% de sua soja

  A soja do Mato grosso está perto de ser totalmente vendida. Até o momento 94,4% de quase 26 milhões de toneladas produzidas na safra 2013/14. No mercado interno, a saca de 60 quilos está cotada a R$ 56,75. Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as negociações da oleaginosa nesta safra estão voltadas para o mercado interno, com foco no esmagamento. Ainda segundo o Imea, Mato Grosso esmagou, em julho, 669,8 mil toneladas de soja, número 24,24% maior que o registrado em junho, quando marcava 539,1 mil toneladas. O boletim do instituto revela que 8% das 27 milhões de toneladas de soja projetada para a safra 2014/15 já foram vendidas antecipadamente peços produtores. "Com o leve avanço mensal, percebe-se o ritmo das vendas bastante cadenciado, tendo como principal variável de impacto os preços baixos oriundos da pressão, sobre tudo, da grande oferta internacional", diz o Imea.

Clima favorece colheita de milho e trigo no Paraná

Até o momento, 1% da área de trigo do Paraná foi colhida. Índice para esta época está ligeiramente atrás dos 2% registrados na média de cinco anos.  A colheita de milho no Paraná entra nos 25% finais nesta semana enquanto a triticultura inicia a retirada da produção do campo. Os dois cereais vêm sendo favorecidos pelo clima (93% e 85% das lavouras, respectivamente, estão em boas condições) e devem render mais que o previsto inicialmente. O avanço nos trabalhos e a boa perspectiva de produção foram confirmados ontem em relatório do Departamento de Economia Rural (Deral). Por outro lado, os números indicam que um grande volume de grãos tem como destino os armazéns, pelo fato de os preços estarem abaixo das expectativas do setor produtivo. As cotações sofrem pressão da crescente oferta global. O Deral aponta que somente 2% do trigo (que tende a render 4 milhões de toneladas) e 20% do milho de inverno (10,2 milhões de t) foram vendidos. No caso do cereal do pão, os preços (R$ 34,15 por saca) estão 25% abaixo dos praticados em agosto de 2013. No caso do milho, subiram 8%, mas a agricultura avalia que R$ 18,74 por saca mal cobrem os custos. Como um quarto da produção de verão ainda não foi vendido, o Paraná registra neste momento oferta de 10 milhões de toneladas do cereal da ração, avaliam técnicos da Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Oferta 2/3 da produção paranaense de milho (5,4 milhões de toneladas da safra de verão e 10,2 milhões do ciclo de inverno) ainda não encontraram compradores, conforme o setor. fonte: Agronegócios / Gazeta do Povo

Agronegócio brasileiro lamenta morte de Eduardo Campos

Representantes do agronegócio brasileiro lamentaram a morte do candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Henrique Accioly Campos, nesta quarta-feira (13). O ex-governador de Pernambuco e outras seis pessoas estavam em um avião que caiu, pela manhã, em Santos, no litoral sul de São Paulo. O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirmou, em nota, que a notícia foi recebida com muito pesar pelo setor.  “Dias atrás durante o Congresso da Abag, em São Paulo, ouvimos as posições do candidato relativas às ideias a serem postas em prática para esse setor, caso viesse a vencer as próximas eleições presidenciais. Foram equilibradas e coerentes com as expectativas de modernidade, dinamismo e grandeza do agronegócio brasileiro, e que receberam manifestações positivas das mais 800 lideranças participantes do evento”. O presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior, também lamentou a perda de Campos. “Há uma semana – e revelando empolgante disposição – Eduardo Campos esteve na CNA, mostrando aos produtores rurais sua profunda visão dos desafios e potencialidades da agropecuária brasileira. Surpreendeu-nos, tal a firmeza e destemor com que se comprometeu a combater radicalismos, a buscar o equilíbrio e a estabelecer uma agenda programática para evitar improvisações oportunistas. (…) Não há dúvida de que o Brasil perdeu uma de suas mais promissoras lideranças políticas”. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) disse que Campos trazia uma mensagem de renovação e esperança de mudança para o país. “De família consolidada, comportamento digno e ético que expunha e defendia com coragem, Eduardo Campos deixa um vácuo na boa política”, comentou a entidade, em nota. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) também emitiu nota sobre a morte do ex-governador. “A entidade lamenta a perda de um jovem político, que despontava como uma nova liderança no cenário nacional, contribuindo para o estado de Pernambuco como para o Brasil”. A Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato) disse que o país perdeu uma importante liderança política. “Campos era jovem e estava em ascensão. Recentemente, em evento realizado pela CNA com os candidatos presidenciáveis, Campos demonstrou preparo e coragem para enfrentar uma eleição. E conhecimento sobre as principais bandeiras do agronegócio”. Fonte: Agronegócios / Gazeta do Povo.

Análise do solo é o primeiro passo para uma boa lavoura de soja

A análise do solo é o primeiro passo para fazer a adubação nas lavouras de soja. O trabalho começa antes do plantio. A calagem também é outra técnica necessária. – Os solos do Brasil, de modo geral, são muito ácidos. Ou seja, as plantas teriam muito mais dificuldade para ter altas produções em solos sem correção, principalmente as cultivares melhoradas. A calagem é feita por um período, que pode ser de dois em dois anos ou três em três anos. A adubação, por outro lado, é feita anualmente – explica o pesquisador da Embrapa Cesar de Castro. Na adubação, se faz a complementação dos nutrientes. No caso da soja, o nitrogênio já é fornecido através das sementes inoculadas. Mas é preciso fornecer fósforo e potássio para o solo. Aliás, o pesquisador alerta para a importância de repor o potássio. A soja é uma cultura que retira muito esta substância do solo. – Para cada tonelada produzida, a soja retira 20 kg de potássio. Por exemplo, um agricultor, que produz quatro toneladas de soja, estará retirando 80 kg de potássio do solo. Se na adubação ele não fornecer no mínimo essa quantidade e o solo não tiver quantidades excedentes, ao longo do tempo, ele estará empobrecendo o seu solo. E o sojicultor não vai saber o porquê da sua produtividade cair – afirma Castro. Fonte: Projeto Soja Brasil

13.ª Edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio

  O agronegócio começa a se posicionar para as eleições de outubro. Na 13.ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizada São Paulo, especialistas e lideranças do setor estruturaram propostas e abriram diálogo com os principais candidatos à Presidência da República. Na abertura do evento, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag, que realiza o congresso), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, disse que na última edição o foco foi cobrar do governo uma atuação mais incisiva no setor. Com base nessas discussões, foram definidas prioridades para os próximos anos. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, confirmou compromisso em garantir que a atuação do governo saia do discurso. “Sei da importância de que sejam implementadas políticas claras e definidas para o agronegócio.” Ele destacou avanços em aspectos como a legislação ambiental e a regulamentação da biotecnologia no país. Por outro lado, reconheceu que é preciso avançar em aspectos como a liberação de novos defensivos químicos. Durante o evento também foi apresentada a pesquisa “O eleitor brasileiro e o agronegócio”, uma parceria da Abag com o núcleo de estudos em Agronegócio da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). A pesquisa apresentou a percepção do público residente nas maiores capitais das cinco regiões do país (Belém, Salvador, Goiânia, São Paulo e Porto Alegre).  Fonte: Gazeta do Povo – Agronegócio  

Candidatos à Presidência são sabatinados pelo agronegócio

  O agronegócio coloca a infraestrutura como um dos principais gargalos. O setor cobra a aceleração dos investimentos e a concessão de trechos rodoviários utilizados no escoamento da produção agropecuária, além de novo marco regulatório para ferrovia – incluindo o modelo Operador Ferroviário Independente. A demanda por armazéns também é pleiteada pelos ruralistas, que pedem uma certificação acelerada de unidades armazenadoras e que se concretize investimento em propriedades rurais.  Fonte: Gazeta do Povo – Agronegócio

Café: perdas pelo calor podem chegar a 30% na região da Cooxupé

Clima adverso traz prejuízos às lavouras de café no sul de Minas Gerais (Foto:Shutterstock) O presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Carlos Alberto Paulino da Costa, informou nesta quinta-feira, 13, que o tempo quente e seco provoca "prejuízos irreversíveis às lavouras de café". Segundo ele, mesmo com a expectativa de chuvas neste fim de semana, "as perdas não vão diminuir, apenas deixarão de aumentar", disse. Com o clima adverso, a safra 2014 de café na região de atuação da Cooxupé( sul de Minas, Alto do Paranaíba e norte de São Paulo) deve apresentar redução média de 30%. A colheita deve alcançar cerca de 7 milhões de sacas de 60 kg, de cooperados e não cooperados, em comparação com 10 milhões de sacas no ano passado, informa Paulino da Costa. A Cooxupé, considerada a maior cooperativa de café do mundo, deve realizar um levantamento sobre a safra 2014 após a regularização das chuvas. A possibilidade de redução na oferta da commodity se refletiu nas cotações futuras do grão arábica, na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Só este mês, o primeiro vencimento acumula valorização de cerca de 12%. No mercado interno, a cotação dos melhores cafés já alcança R$ 360, em comparação com cerca de R$ 275 no início deste ano.

Soja: Seca deve gerar prejuízo de R$ 1,3 bi a produtores de Goiás

A oleaginosa foi a cultura mais prejudicada em Goiás pelo clima seco, que pegou justamente a fase de enchimento de grão (Foto: Sérgio Zacchi) A falta de chuvas desde meados de dezembro deve reduzir em 15% o potencial produtivo das lavouras de soja em Goiás na safra 2013/2014, de 9,57 milhões de toneladas para 8,13 milhões de toneladas, informou nesta quarta-feira, 05, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Essa queda de 1,4 milhão de toneladas estimada deve acarretar em um prejuízo de R$ 1,3 bilhão aos agricultores do Estado, mostraram cálculos da Faeg. Segundo o presidente da federação, José Mario Schreiner, a perda já consolidada nas plantações de soja é de 6%. "Os custos da produção aumentaram e pragas, como a lagarta falsa-medideira, estão atacando lavouras e são ainda mais rigorosas na seca", disse em nota. Os baixos índices pluviométricos também geram preocupações sobre o cultivo da safrinha de milho. "O produtor que pretende plantar a safrinha precisar providenciar reservatórios de água para irrigação e estar atento às condições meteorológicas", aconselhou Rosidalva Lopes, superintendente de Políticas e Programas da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectec). De acordo com ela, choveu a metade do volume esperado para janeiro e a previsão é de que as precipitações sigam insuficientes em fevereiro e março. Conforme a Faeg, os agricultores cultivaram 3,075 milhões de hectares com soja em 2013/2014, mas a estimativa inicial de produtividade de 3.111 quilos por hectare não mais deve se concretizar. A oleaginosa foi a cultura mais prejudicada em Goiás pelo clima seco, que pegou justamente a fase de enchimento de grão.

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