Notícias de Mercado

Vietnã compra 400 mil toneladas de milho do Brasil

País tem de importar o grão devido ao aumento da demanda por ração por Estadão Conteúdo A demanda por alimentação animal no país cresce cerca de 5% ao ano (Foto: Ernesto de Souza/Ed.Globo) O Vietnã comprou pelo menos 400 mil toneladas de milho brasileiro, em uma série de negócios para embarque entre janeiro e março do ano que vem, disseram executivos de tradings nesta quarta-feira, 22/10. As aquisições foram feitas a cerca de US$ 245/tonelada e US$ 250/tonelada (CFR, incluindo custo e frete, mas sem o seguro), para entrega nos portos de Cai Mep e Hai Phong, respectivamente. "Geralmente moinhos vietnamitas não compram milho com tanta antecedência, mas os preços mais altos nas últimas três semanas os levaram a fazer grandes compras depois da última correção para baixo das cotações", afirmou um importador de Ho Chi Minh. Quando os preços globais do milho alcançaram a mínima em três anos recentemente, importadores do Leste Asiático começaram a adquirir agressivamente cargas de volumes maiores do que as suas necessidades em meio a temores de que qualquer adversidade climática possa impulsionar as cotações novamente. Moinhos vietnamitas estão buscando milho principalmente no Brasil, cujo produto ainda está com desconto em relação ao norte-americano. Em outubro, 500 toneladas de milho brasileiro foram carregadas com destino ao Vietnã, afirmaram importadores. Volumes semelhantes devem ser carregados em novembro e dezembro, segundo eles. Esses volumes estão bem acima das necessidades vietnamitas. O Vietnã produz mais de 5 milhões de toneladas de milho por ano, mas ainda tem de importar o grão devido ao aumento da demanda por ração. A demanda por alimentação animal no país cresce cerca de 5% ao ano, devido ao aumento do consumo de carne, principalmente suína. No entanto, as importações vietnamitas anuais de milho costumam ficar entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas. "Importações mensais de quase 500 mil toneladas do Brasil são anormais, e o Vietnã, com certeza vai ser inundado de milho", disse um dos importadores.

Cientistas indianos desenvolvem tomate tolerante à seca

18/10/13 - 14:27 por Leonardo Gottems Cientistas da Universidade Hindu de Benares (Varanasi/Índia) e do Instituto Indiano de Pesquisa Vegetal criaram um tomate transgênico resistente à seca. As plantas foram geneticamente desenhadas para expressar o gene ZAT12, que controla a manifestação de muitos outros genes ativados por “estresse”. Os resultados da hibridização revelaram uma integração bem sucedida do gene no genoma nuclear. A RT-PCR (reação da transcriptase reversa, seguida de reação em cadeia da polimerase) confirmou também a expressão do gene modificado nas plantas de geração T2. Das seis linhagens de tomate transgênicos desenvolvidas, cinco apresentaram expressão máxima do gene após a exposição ao stress de seca durante uma semana. O resultado foi consistente no teor relativo de água, na fuga de eletrólito, no índice de cor de clorofila, no nível de peróxido de hidrogênio e na análise da atividade de catálise – que também indicaram níveis elevados de tolerância à seca. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

Uma indústria chamada agricultura

Mauricio Antônio Lopes* Em 1960, a pauta de exportações agrícolas do Brasil reunia cerca de 40 produtos e rendia US$ 8,6 bilhões, em valores de 2012. Café em grão (63% da renda), cacau, açúcar demerara, algodão, madeira de pinho serrada, sisal, fumo, castanha do Pará, manteiga de cacau e cera de carnaúba eram os itens mais importantes. Soja, Milho e carne in natura eram exportações residuais. Não se exportava álcool, carne de frango ou suco de laranja. Mesmo o café, apesar de já se usar insumos modernos, era, na maior parte do Brasil, uma Agricultura extrativista, com mínimo processamento e baixíssimo aporte tecnológico. O Brasil ensaiava a industrialização, com suas etapas de transformação intensivas em agregação de valor, e já cultivava o sentimento, com algum preconceito, de que era mais nobre e moderno exportar bens industrializados do que produtos básicos. Mas eram as exportações de produtos básicos que financiavam a modernização da economia. De 1960 a 2012, a pauta de exportações do agronegócio cresceu: mais de 350 itens, quase US$ 96 bilhões. Parte disso veio da venda de bens industrializados. Só farelo e óleo de Soja, açúcar, Etanol, celulose, papel e suco de laranja renderam US$ 32 bilhões. Parte veio de bens primários: Soja, Milho, café cru, algodão em pluma, fumo e carnes in natura renderam mais de US$ 46 bilhões. A multiplicação de itens e do valor tem a mesma explicação: densidade tecnológica. O desenvolvimento tecnológico da Agricultura ampliou a oferta de produtos tradicionais, como Milho e café, e adaptou, com sucesso, novos cultivos e criações, como a Soja, a maçã e o frango de granja. A modernização da agroindústria diversificou tanto o aproveitamento de matérias-primas, que hoje se exporta itens tão inacreditáveis como "resíduos de café" e "desperdícios de couro", ou de algodão, ou de seda. A principal mudança foi no processo de produção Agrícola, hoje tão diferente daquele de 1960, que perde sentido distinguir produto básico de produto industrializado. Um grão de café não é mais "extraído" da natureza. É construído, é industrializado. A planta e o animal são monitorados, pois são "usinas" processadoras. Sabe-se tanto sobre suas relações com o solo, a água, os insetos e os microorganismos, que a quantidade e a qualidade do grão e da carne são "contratadas" quando se decide que insumos usar. A Agricultura de agora é uma "indústria". É o que mostram estudos da Embrapa: o que causa 68% desse crescimento na produção Agrícola são os insumos industrializados, como fertilizantes, defensivos, catalisadores etc. Outros 22% resultam do trabalho realizado, boa parte por tratores, plantadeiras, Colheitadeiras e ordenhadeiras. Ou seja, hoje, mais de 80% de cada grão ou gota de leite se devem a bens industrializados, com todo o valor agregado que eles carregam. Ademais, cada tonelada de grão ou fibra vendida no país ou no exterior sustenta um bom pedaço da indústria de insumos, de Máquinas e Equipamentos, de embalagens, dos serviços de Logística de armazenagem e distribuição, e assim por diante. Cadeia produtiva é, pois, um conceito que explica melhor o valor de um produto, pois revela seu impacto na produção de outras riquezas. O preço final nem sempre é boa métrica para aferir o valor agregado de um produto básico. Pois o esforço de melhoria tecnológica busca, sobretudo em bens como Soja ou Petróleo, reduzir o preço por unidade, para se ter menor impacto no custo final dos subprodutos e ampliar a demanda, compensando eventuais perdas. No fundo, o que interessa é o saldo de riquezas que resulta da exportação de um bem. De pouco adianta exportar um bem industrializado, se sua produção consumiu insumos importados caros e o saldo comercial for deficitário. Por isso, é lucrativo exportar produtos básicos. Sua densidade tecnológica gera saldos comerciais elevados. Desde 1990, as exportações industriais e de serviços brasileiras amargaram um deficit de US$ 397,66 bilhões, a preços de 2012. A Agricultura acumulou um saldo positivo de US$ 828,8 bilhões. De novo, financiou a indústria. Não apenas por essa razão, países plenamente industrializados subsidiam sua produção e exportação Agrícola. Os países sabem que, sem a garantia de alimentos e energia, não há segurança nacional. Guerras de conquistas de territórios sempre foram feitas para garantir comida e energia. A produção e exportação Agrícola nutrem a paz. É intangível. Mas as pessoas sabem o valor agregado que isso tem. *Mauricio Antônio Lopes, Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Fonte: Correio Braziliense

Cooperativa pretende incentivar o plantio de soja convencional em MT

por Raphael Salomão, de Sorriso (MT)* Na safra passada, o prêmio estava em US$ 3 por saca de 60 quilos (Foto: Ernesto de Souza/ Ed. Globo) A Cooperativa de Desenvolvimento Agrícola (Coodeagri), deMato Grosso, avalia a possibilidade de ampliar o cultivo desoja convencional entre seus associados. De acordo com o diretor comercial da entidade, José Henrique Hasse, a expectativa é definir uma estratégia em novembro. Atualmente, a Coodeagri tem cerca de 80 associados ativos, que plantam juntos uma área de 100 mil hectares, informa o diretor. Cinco plantam apenas soja convencional, o equivalente a 10,4 mil hectares. A possibilidade de aumento no cultivo de variedades não modificadas começou a ser discutida neste mês. “Conseguir 100% de plantio convencional entre os nossos cooperados é uma possibilidade, mas acho difícil acontecer. A gente fomenta que se plante, mas ainda há quem precise plantar transgênico e se a oferta de convencional sobe muito, o prêmio fica menor”, explica José Henrique Hasse, lembrando que a viabilidade do negócio também depende da estrutura do produtor para segregar o grão. Vista como nicho de mercado com o avanço no cultivo de transgênicos nos últimos anos, a soja convencional tem como principal diferencial o prêmio sobre o preço de comercialização. Segundo representantes do setor, na safra passada, o prêmio estava em US$ 3 por saca de 60 quilos. A expectativa é de que chegue a US$ 4 por saca na safra nova. Segundo Hasse, na safra 2012/2013, foram plantados 6 milhões de toneladas de soja convencional no estado. A expectativa para safra é manter esse volume por causa da dificuldade relacionadas à oferta de sementes. A comercialização antecipada está em 22%, bem abaixo do ciclo anterior, quando estava em 45%, explica o diretor da cooperativa. “Por causa da logística ruim, o comprador não consegue travar o frete e não travando esse custo, evita comprar.” De acordo com o diretor da Coodeagri, o mercado europeu é um dos principais pontos de demanda. José Henrique Hasse acredita também que há procura por parte da China. No entanto, a negociação neste caso é mais difícil, segundo ele, porque “o chinês ainda faz de conta que não tem prêmio”. *O reporter Raphael Salomão viajou a convite da Aprosoja-MT

Soja atinge recorde histórico para o mês de setembro

Entre janeiro e setembro  foram embarcados 40,7 milhões de toneladas de soja para o exterior (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo) A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,147 bilhões em setembro. Os embarques do agronegócio mantiveram o bom desempenho no período. Produtos como a soja, milho e café registraram alta. O destaque ficou por conta do algodão. Os embarques da pluma cresceram 76%. Já o volume de suco de laranja registrou queda de 25% na comparação com o mês de agosto. As vendas de soja em grão para o exterior tiveram o melhor mês de setembro da história, de acordo com os dados divulgados pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, nesta terça-feira (1/10). As exportações do produto registraram US$ 1,9 bilhão no período, valor 83% acima do obtido em setembro de 2012. O bom desempenho foi puxado sobretudo pelas compras da China. Confira o desempenho dos principais produtos do agronegócio brasileiro na balança comercial de setembro: Soja As exportações de soja em grão atingiram de 3,849 milhões de toneladas, volume 106% acima do embarcado em setembro do ano passado e 35,5% abaixo do exportado em agosto deste ano. A receita das vendas externas somou US$ 1,851 bilhão, valor 83% acima do obtido em setembro do ano passado e 36% inferior a de agosto deste ano. A exportação do farelo de soja atingiu 1,308 milhão de toneladas, volume 23,87% superior ao do mesmo mês do ano passado e 12,4% acima do registrado em agosto deste ano. A receita das vendas externas de farelo ficou em US$ 727 milhões, valor 19,8% superior ao de setembro do ano passado e 17,9% acima de agosto deste ano. No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, as vendas externas recuaram 9,4% em volume (para 10,07 milhões de toneladas), enquanto a receita aumentou 3,6% (para US$ 4,9 bilhões). As exportações de óleo de soja em setembro registraram o melhor desempenho desde agosto do ano passado, com embarque de 177,5 mil toneladas. O volume foi 60% maior que o exportado em setembro do ano passado e 91% superior ao embarcado em agosto deste ano. A receita em setembro atingiu US$ 160,3 milhões, valor 24% superior a de setembro do ano passado e 79% acima do registrado em agosto. No acumulado do ano o volume registrou queda de 35% (para 893 mil toneladas) e de 43,3% na receita (para US$ 908 milhões). link completo: http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI343358-18077,00-SOJA+ATINGE+RECORDE+HISTORICO+PARA+O+MES+DE+SETEMBRO.html

Safra 2013/2014 pode chegar a 195,49 milhões de toneladas

A safra de milho deve cair no ciclo 2013/2014 e ficar entre 78,43 milhões e 79,62 milhões de toneladas (Foto: Shutterstock) O Brasil deve produzir até 195,4 milhões de toneladas degrãos na safra 2013/2014. A informação é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou nesta quarta-feira (9/10) os primeiros números para a safra nova de grãos do país. Neste primeiro relatório relativo à safra 2013/2014, os técnicos apresentam estimativas baseadas em intervalos, com limites superior e inferior de projeção para área e safra total e de cada cultura analisada. A área total a ser cultivada deve variar entre 54,1 e 55,1 milhões de hectares, de acordo com a Conab. Dependendo do número que se confirmar, pode representar um crescimento entre 1,6% e 3,5% em relação à área da safra 2012/2013, calculada pela empresa em 53,34 milhões de hectares. “Destaque para as culturas de soja, trigo e algodão, maiores responsáveis pelo aumento de área. A estimativa é que o aumento para soja fique entre 3,4 e 5,9% (942,1 a 1.634,5 mil hectares), para o trigo de 15,1% (286,4 mil hectares) e para o algodão de 16,8 a 22,5% (149,9 a 201,1 mil hectares)”, informa o relatório da Conab. Na produção, o limite inferior do cálculo projeta uma safra de 191,91 milhões de toneladas, podendo chegar a 195,49 milhões. Dependendo do número confirmado, pode significar um crescimento de 2,6% a 4,5% em relação à safra 2012/2013, calculada em 187,09 milhões de toneladas. “Esse resultado representa um incremento de 4,82 a 8,41 milhões de toneladas, devido, sobretudo, à cultura de soja, que apresenta crescimento na produção de 7,5 a 10,1% (6,15 a 8,26 milhões de toneladas); o algodão, com crescimento entre 22,2 a 28,2% (453,7 a 572,9 mil toneladas); o trigo, com crescimento de 8,9% (390,0 mil toneladas) e o feijão primeira safra, com crescimento de 25,6 a 29,0% (247,2 a 279,8 milhões de toneladas)”, informa a Conab. IBGE O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou números nesta quarta-feira (9/10), mas relativos à colheita deste ano. A estimativa foi revisada para baixo (-0,2%) em relação ao divulgado no mês passado, chegando a 187 milhões de toneladas. O volume ainda é 15% maior que o de 2012 (161,9 milhões de toneladas). Dos 26 produtos pesquisados, 15 apresentaram variação positiva em relação ao ano de 2012, segundo o IBGE. Nas três principais culturas pesquisadas pelo instituto, a produção de arroz deve crescer 2,7% (11,69 milhões de toneladas), a de milho 13,2% (80,73 milhões de toneladas, somadas primeira e segunda safra) e a de soja 23,8% (81,35 milhões de toneladas). Juntas, as culturas de arroz, milho e soja representam 93% da produção de grãos e 86,2% da área colhia no país, de acordo com o IBGE. link:http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI343695-18077,00-SAFRA+PODE+CHEGAR+A+MILHOES+DE+TONELADAS.html

Ministério sugere que produtor espere melhor momento para vender

Consumidores deixaram de fazer estoques de café, segundo Zeferino (Foto: Ernesto de Souza / Editora Globo) O diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Jânio Zeferino da Silva, sugeriu ontem, 8/10, "serenidade" aos produtores e que aguardem o melhor momento para vender a safra. Em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, ele comentou os preços do café no mercado interno, que atingiram nesta semana os valores mais baixos desde o final de 2009. Na opinião do diretor, a situação reflete a fraca comercialização, com vendas de lotes pequenos de cafés de baixa qualidade. Segundo Zeferino, ainda há perspectiva de reversão da atual tendência de queda das cotações, que acumulam queda de 25,6% na Bolsa de Nova York desde o início do ano. Ele atribui a pressão sobre os preços às especulações do mercado e argumenta que os números da Organização Internacional do Café (OIC) mostram que a produção mundial é de 145 milhões de sacas e o consumo de 142 milhões de sacas. A questão, diz ele, é que os consumidores deixaram de formar estoques, que agora estão sendo carregados pelos países consumidores, "o que dá ao mercado a sensação de excesso de oferta". O governo fechou nesta terça-feira o ciclo de leilões dos contratos de opções de venda de café, por meio dos quais sinaliza com a compra de 3 milhões de sacas em março do próximo ano, ao preço de R$ 343/saca, valor superior aos R$ 260/saca praticados atualmente no mercado. Zeferino faz uma avaliação positiva dos leilões e acredita que existe possibilidade de ainda influenciarem os preços do café no mercado internacional, assim como os R$ 4 bilhões destinados pelo governo para comercialização e estocagem de café. http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI343684-18533,00-MINISTERIO+SUGERE+QUE+PRODUTOR+ESPERE+MELHOR+MOMENTO+PARA+VENDER.html

Bill Gates: “Um bilhão de pessoas morreria se não tivéssemos fertilizantes”

por Leonardo Gottems Ele é conhecido como o magnata fundador da Microsoft e criador do sistema operacional Windows. Também se notabiliza por ações sociais, e por conduzir uma empresa que saiu de uma garagem para conquistar o planeta. No entanto, revelou-se este mês um admirador da agricultura – e especialmente dos fertilizantes. “Os fertilizantes são muito interessantes. Não poderíamos nos alimentar – um bilhão de pessoas teria que morrer – se não estivéssemos utilizando fertilizantes”, disse Gates em entrevista ao jornalista Charlie Rose no programa "60 Minutes" da Rede CBS. Em uma carta pública que costuma escrever anualmente, pediu aos Estados Unidos e a outras nações desenvolvidas que prestigiem a atividade rural. “A agricultura é um grande exemplo de algo fundamental para o pobre que recebe muito pouca atenção nos países ricos. Questões agrícolas raramente estão nos noticiários. As exceções acontecem quando o alimento está contaminado, quando os subsídios do governo estão sendo debatidos, ou quando há uma fome”, lamentou. Gates adverte que, ao longo da última década, a demanda por alimentos e os preços subiram. Ao mesmo tempo, a mudança climática ameaça a produção, e em muitos países já há escassez. “É chocante – para não dizer falta de visão potencialmente perigosa – o pouco dinheiro que é gasto em pesquisa agrícola. No total, apenas US$ 3 bilhões por ano são gastos em pesquisa das sete culturas mais importantes”, avaliou.   Fonte:Agrolink

Déficit na armazenagem é de 34% em MT

Capacidade de armazenagem de grãos em Mato Grosso é menor que a de estados com produção inferior na safra 2012/2013. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção estadual, estimada em 43,256 milhões de toneladas, será 56% maior que a do Rio Grande do Sul, de 27,677 milhões (t). No entanto, os produtores gaúchos contam com 13,7% de sobra nos armazéns, cuja capacidade é de 31,478 milhões (t), enquanto que, a capacidade de Mato Grosso é de 28,477 milhões (t), um déficit de 34% em relação ao volume produzido.Dados da própria Conab indicam que, para uma situação de tranquilidade na comercialização das principais commodities, Mato Grosso deveria ter uma capacidade estática 20% maior que a produção. O superintendente da Conab no Estado, Ovídio Costa, ressalta que Mato Grosso é um produtor de excedente, ou seja, de grãos que têm que sair para a exportação (soja) ou para regiões não produtoras (milho). Sendo assim, o déficit seria aparente porque boa parte da soja é comercializada e escoada quase que simultaneamente à colheita. Conforme Costa, em tese a soja que sai do Estado, por exemplo, deveria gerar um espaço e aliviar a situação dos silos. “Mas no dia que temos problemas de escoamento e comercialização não resta dúvida que a carência de armazenam vai se sobressair, deixando de ser aparente e se tornar real”. Para o diretor financeiro e administrativo da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Nelson Piccoli, o modelo de agricultura mudou muito nos últimos anos e não foi acompanhada pela melhoria na logística e na capacidade de descarregamento dos grãos nos portos do país. Segundo ele, antes plantava-se em 40 dias e transportava-se gradativamente. Agora, a soja fica pronta na metade do tempo e todos os produtores querem levar rápido o grão porque já foi vendido. Mas a dificuldade começa nas estradas de má qualidade, em que os caminhões permanecem por mais tempo  trafegando. Piccoli compara. Em anos anteriores demorava-se 4 dias para sair de Sorriso e ir até Paranaguá  (Paraná). Trajeto que leva atualmente 8 dias e o mesmo caminhão que fazia em 4 dias não consegue cumprir os contratos de venda. Assim, para garantir a entrega, o agricultor coloca nas rodovias, ao mesmo tempo, mais veículos carregados, que chegam juntos para fazer o descarregamento nos terminais ferroviários, gerando um novo problema. Nesse cenário o motorista é sacrificado, afirma o presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Mato Grosso (Fettremat), Luiz Gonçalves da Costa. “O produtor fica doido para tirar o produto da lavoura, porque não tem armazém, não tem onde guardar. Aí coloca no caminhão e os motoristas ficam na fila” Fonte: http://www.agrolink.com.br

Projeto da Vale pode reduzir dependência em fertilizante

A exploração das reservas de carnalita, minério do qual se extrai o cloreto de potássio, em Sergipe pela Vale Fertilizantes deve contribuir para a redução da dependência de importação de potássio do Brasil, afirmou o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Carlos Nogueira da Costa Jr. Ele participou nesta segunda-feira do evento Fertilizer Latino Americano, em São Paulo.   Atualmente, o Brasil importa 90% do potássio necessário para produção de fertilizantes. Com a exploração das reservas de carnalita, esse número cairia gradualmente, chegando a 75% em 2020, estima o secretário. Apesar disso, ele afirma que a demanda por conta do crescimento da atividade agrícola vai continuar subindo e, após 2020, a dependência externa deve voltar a subir. A produção do potássio com base na carnalita deve ter início entre 2015 e 2016.   Em abril de 2012, um acordo entre Vale e Petrobras permitiu a exploração das reservas pela Vale em jazidas da Petrobras. A Vale já explora em Sergipe minas de silvinita. A expectativa é que o projeto adicione um volume anual de 1,2 milhão de toneladas à produção de potássio em Sergipe.

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