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Grupo vai investir US$ 350 mi na região
Publicado
em: 22/09/2010 - 06:00 | Atualizado em: 23/09/2010 - 10:57
Luciana R. Brick
Grupo
irá investir US$ 350 milhões na construção de uma fábrica de ureia, que irá
gerar 300 empregos diretos

UREIA Frans Borg: construção da fábrica é um
passo importante para o Estado
A
região dos Campos Gerais deverá receber a fábrica de uréia que será construída
pelo Consórcio Azoto Paraná (Conapar), formado pela Cooperativa Nacional
Agroindustrial (Coonagro) e pelas empresas Macrofértil, Península e Unisoft. A
cidade que receberá o investimento ainda está sendo estudada pelo grupo, que
pretende investir entre US$ 300 milhões e US$ 350 milhões e gerar 300 empregos
diretos. Da unidade deverão sair aproximadamente 330 mil toneladas de ureia por
ano. A previsão é que a inauguração aconteça na safra 2013/2014.
De acordo com Daniel Dias, diretor executivo da Coonagro, o nome do município
deverá ser anunciado ainda neste ano. “Temos uma grande simpatia pela região,
já que muitas cooperativas estão ai. Quem vai indicar a cidade é a Companhia
Paranaense de Gás (Compagas) junto com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP)”,
fala ao explicar que “o primeiro ponto é saber onde tem gás natural e o segundo
é a questão ambiental. Uma cooperativa indicou um terreno em Ponta Grossa, mas
ele não parece ser apropriado, já que no local será manipulado uréia”, diz. A
construção da fábrica deverá ser iniciada a partir de março do ano que vem.
A soma do volume produzido pela nova planta com o da única fábrica no Estado
fará do Paraná autossuficiente na produção de fertilizante. Hoje as
empresas paranaenses precisam importar o produto, já que são consumidas
cerca de 750 mil toneladas de uréia por ano e fabricados apenas 600 mil
toneladas. “Imaginamos que apenas 400 mil toneladas fiquem no Paraná e o restante
seja exportado para outros estados”, fala.
“O Paraná é o terceiro maior consumidor de fertilizantes no Brasil, mas ainda é
dependente externo desse consumo. A fábrica trará condições favoráveis a
logística e produção”, declarou Edézio Castelassi Filho, presidente da
Macrofértil, na última segunda-feira, quando o Consórcio foi formalizado, na
sede da Ocepar, em Curitiba.
Para Daniel, a construção desta fábrica é um grande passo. “O consumo de uréia
deve crescer no mundo todo. Na Europa e nos Estados Unidos já é obrigatório ter
catalisador de motor diesel a base de uréia. No Brasil, a obrigatoriedade será
a partir de 2012. O consumo deste produto deve dobrar em cinco ou 10 anos”,
observa.
O presidente da Coonagro, Frans Borg, também vê a construção com um passo
importante. “Somos consumidores de ureia, que é um insumo muito importante, e
sabemos da dependência que o país tem do mercado internacional. Cabe a nós,
cooperativas e produtores, estrategicamente, trabalhar e atuar para que o
Brasil se aproxime da autossuficiência”, observa.
Tecnologia
O projeto da fábrica que será construída é da empresa de engenharia chinesa
Chengda, reconhecida na área de plantas químicas e plataformas de petróleo no
mundo todo. Já a tecnologia será também da China, através da Sichuan, um dos
maiores fabricantes de ureia e de produtos agroquímicos naquele país. A Unisoft
representa os dois gigantes chineses no Brasil
Consórcio construirá fábrica de ureia no
Estado
O Paraná será
autossuficiente na produção de fertilizantes com a instalação de uma fábrica de
ureia. É o que garantem os representantes das empresas que irão compor o
Consórcio Azoto Paraná (Conapar), formalizado através de um contrato assinado
ontem na sede do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).
Formaram o Conapar a Cooperativa Nacional Agroindustrial (Coonagro) e as
empresas Macrofértil, a curitibana Península e Unisoft. O grupo será
responsável por fazer, em até um ano, os estudos necessários para a abertura da
fábrica, que tem investimento previsto na ordem de U$ 300 milhões, gerará cerca
de 300 empregos diretos. A expectativa é que ela seja capaz de produzir 330 mil
toneladas de ureia por ano.
A quantidade, somada à produção da única fábrica do ramo no estado, trará
autossuficiência ao Paraná que, atualmente, é dependente de importações. Em
2009, o país produziu 27% do Nitrogênio (matéria prima da ureia) e importou 73%
do que foi consumido.
“O
Paraná é o terceiro
maior consumidor de fertilizantes no Brasil, mas ainda é
dependente externo
desse consumo. A fábrica trará condições
favoráveis a logística e produção”,
lembra Edézio Castelassi Filho, presidente da
Macrofértil.
De acordo com o diretor executivo da Coonagro, Daniel Dias, apenas os 50 mil
produtores das 20 cooperativas filiadas a eles consomem anualmente 150 mil
toneladas de ureia por ano.
A
tecnologia da fábrica, que será importada da China através das parcerias da
Unisoft, facilitará a produção. “Já temos certeza da viabilidade do projeto
depois das reuniões que tivemos com o governo e com os bancos. Começaremos hoje
a agendar com os órgãos do poder público reuniões para garantir o fornecimento
de nitrogênio”, explica Daniel.
Demanda
Se hoje são consumidas 750 mil toneladas de ureia no estado, em cinco anos esse
número deve dobrar. “De fábrica, em 2012, os carros brasileiros já deverão sair
com ureia como catalisador. Essa é uma decisão mundial para reduzir a emissão
de poluentes”, ressalta Daniel.
Com o aumento da demanda, é provável que o preço do produto no mercado
internacional aumente ainda mais. “O preço internacional é muito volátil. O
Conapar será capaz de regular a rentabilidade dos produtores”, garante Erick de
Oliveira Santos, representante da Península.
O presidente da Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cocari), Vilmar Sebold, concorda.
“Vai dobrar a demanda, o preço do mercado internacional vai subir e os
produtores terão dificuldade de usar a ureia na lavoura. A fábrica servirá como
balizadora de preço de mercado, trazendo equilíbrio e mais segurança de
fornecimento”, afirma.
http://www.cooperativismo.org.br/cooperativismo/noticias/noticia.asp?id=12254
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